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Hillsong, No Hay Otro Nombre

Conferência da Hillsong 2015

Foram tumultuadas as semanas que antecederam a conferência anual da Hilsong em Sydney, cidade-sede da globalizada megaigreja, um dos maiores eventos da Austrália (com quase 30 mil pessoas, gente de todas as parte do mundo), e em Londres, Inglaterra, sua versão europeia (cerca de 15 mil participantes de quase 20 países), nos meses de junho e julho de 2015 (na última semana de cada mês), respectivamente. A confusão teve nomes, sobrenomes e pseudônimos famosos, ainda mais em tempos de falatório livre na internet: Justin Bieber, Selena Gomez, Mark Driscoll, "Hillsong Insider" and "A Current Affair". Mas o que vale mesmo é que há um nome cantado no final deste artigo que é a melhor parte!

Justin Bieber na Hillsong - Justin Bieber esteve no congresso anual da Hillsong e causou o disse-me-disse habitual sobre sua vida amorosa e comportamento. Além de ser levantada a suspeita de que ele estivesse ali na "igreja" para obter ajuda para a necessidade de melhorar sua imagem após escândalos sucessivos na mídia por causa das confusões e descontrole emocional e possível uso de entorpecentes, ao invés de ser uma real busca de ajuda espiritual.

A megaigreja e o megapastor Brian Houston (líder da igreja em parceria com sua esposa, Bobbie Houston, lembrando os brasileiros Estevam e Sônia Hernandes), catapultados ao mundo das celebridades por causa do braço musical da instituição - a Hillsong Worship -, tiveram que emitir um comunicado sobre a presença do pop star de 21 anos no evento. Disseram: "As pessoas vêm de todas as partes do mundo para participar da conferência da Hillsong. Justin está aqui - como dezenas de milhares de outros - como um inscrito no congresso em busca de construir uma base mais forte para sua vida... Ele não está participando da conferência em qualquer outra função. Por respeito à sua privacidade, não faremos mais comentários". Toda a imprensa dizia que ele faria uma apresentação musical naquele evento gospel.

Mark Driscoll desconvidado - O ex-pastor da Mars Hill church, em Seattle, EUA, Mark Driscoll, foi outro nome muito falado e outra confusão que os pastores da Hillsong tiveram que desenrolar. Convidado para pregar na conferência 2015, após ter sido afastado de sua igreja, desde outubro de 2014, sob acusação de manipulação agressiva de seus liderados e por declarações infelizes e despropositadas em pregações, referindo-se à sexualidade humana e às mulheres, gerou inúmeros protestos e abaixo-assinado. Segundo documentos oficiais da igreja norte-americana Driscoll foi considerado “culpado de arrogância, de responder a um conflito com um temperamento explosivo e de fala dura, e conduzindo a equipe e anciãos de forma dominadora”.

Os Houston tiveram que desconvidar o ex-pastor de Seattle dos eventos em Sydney e Londres e divulgaram nota oficial de novo, desta vez para explicar a decisão, tentando suavizar para o lado de Driscoll, embora condenando suas declarações controversas, mas ressaltando a necessidade de perdão, diálogo, novas chances e compreensão. Segundo eles, a polêmica em torno do linguajar usado por Driscoll em seus sermões causaria "distração desnecessária" e seus 30 minutos de fala poderiam desviar o foco das pessoas daquilo que é o "real propósito" de todo o encontro de cinco dias na Austrália e de três dias no Reino Unido.

Fontes, inclusive anônimas, também deram trabalho à Hillsong Church, antes e durante os eventos, e novos comunicados foram emitidos. As denúncias, embora não comprovadas, abrangeram várias situações: pastores da Hillsong constrangeriam jovens estudantes do seminário teológico para trabalharem como voluntários para a igreja, enriquecimento excessivo dos pastores principais (neste caso, no Instagram dos Houston dá pra notar isso), práticas de uma espécie de imperialismo eclesiástico, implantando igrejas em outros países através de parcerias com grupos cristãos locais que descaracterizariam o projeto original destes, falta de transparência nas finanças da entidade, um filme estaria sendo financiado com dinheiro da igreja (o que o produtor nega oficialmente), entre outros.

A Current Affair - O meio de comunicação "A Current Affair", por exemplo, divulgou relatório em que fez denúncias sobre questões práticas e financeiras da vida da Igreja e o pastor da Hillsong chamou aquilo de "lixo de tablóide sensacionalista" querendo visibilidade (imprensa marrom) e negou veementemente as acusações, que ele afirmou não conterem "base factual". Também foi levantada a polêmica (que não acontece só na Austrália, mas em vários países do mundo) sobre o por quê de igrejas não pagarem impostos. A resposta da Hillsong sobre este tema é boa e este Blog de Música Gospel concorda com ela. Leia a seguir:

"Por que as igrejas australianas não pagam imposto? Não há nenhum país no mundo ocidental onde se espera que as igrejas paguem impostos sobre os seus objetivos sem fins lucrativos, e até mesmo em países predominantemente muçulmanos, hindus, budistas, não se espera que os templos, mesquitas e instituições religiosas tenham que pagar impostos. Nos EUA, doações em geral para igrejas são dedutíveis, mas isso não é o que ocorre na Austrália para os dízimos e as ofertas. Em muitos países europeus, incluindo a Grã-Bretanha, uma parte do imposto sobre a doação de um indivíduo é pago de volta para a igreja de sua escolha. Isso obviamente não é o caso na Austrália. O resultado para a comunidade em geral desta isenção de impostos para igrejas é que centenas de milhões de dólares das doações podem ser direcionados para ajudar as pessoas, incluindo os pobres, marginalizados e os que mais sofrem. Deve-se ressaltar ainda que, como a doação geral de ofertas na Austrália não são dedutíveis, os indivíduos que optam por dar a uma igreja já pagaram imposto sobre suas doações."

Hillsong Insider - Outro nome que foi motivo de resposta da igreja australiana foi "Hillsong Insider" que contou sua história na internet, denunciando diversos problemas de uma megaigreja, tanto na área de falta de comunhão entre as pessoas, falta de liberdade de opinião, liderança "sutilmente" opressora, desrespeito com os mais velhos para ser "relevante para a juventude", enfim, o relato tenta explicar os motivos porque saiu daquela igreja.

O Pastor Houston respondeu com veemência e afirmou que tudo aquilo que foi divulgado, tanto por "A Current Affair" quanto por "Hillsong Insider", não passava da continuação de uma agenda anti-cristã motivada por ódio de uns e ressentimento de outros.

JESUS - Pois bem, são nomes e quase nomes (e é importante saber dessas coisas e ter opinião a respeito), mas o Nome que é sobre todo o nome tem o que é mais vital a oferecer, eternamente vital.

Lemos na Bíblia, em Atos 4.12, que "não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos".

Apesar de tudo, as conferências da Hillsong se tornaram, pelo agir de Deus, uma bênção para milhares de pessoas e a música gospel da Hillsong Worship, braça de adoração da igreja, continua emocionando a muitos.

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Outras notícias da Hillsong - Falar nesse trabalho da igreja, vale ressaltar que a Hillsong continua abrindo novas frentes, agora na América do Sul (Buenos Aires e Hillsong São Paulo, e este projeto no Brasil deve ser concluído até dezembro de 2015). Também está apresentando seu novo álbum em espanhol (En Esto Creo, ao vivo, disponível a partir de 7 de agosto de 2015, com algumas músicas gospel do CD "No Other Name") e divulgou um livro de autoria de Brian Houston sobre a Hillsong e o compartilhamento de sua inspiração para o trabalho cristão no mundo (título em inglês: Live, Love, Lead, algo que literalmente traduzido seria: Viva, Ame, Lidere; no subtítulo: "O seu melhor ainda está por vir"). O livro da Hillsong está programado para ser lançado em inglês em setembro de 2015.

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Última modificação emQuarta, 13 Julho 2016 21:41

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